por Leo Germani

A Rainha da Jordânia e o Youtube

20 05 2008

“Em um mundo onde é tão fácil nos conectarmos, nós ainda estamos bem desconectados.” É como começa o vídeo de abertura do canal da rainha Rania da Jordânia no Youtube.

Ela decidiu usar a internet como ferramenta de diálogo para quebrar os estereótipos que os ocidentais têm dos árabes e vice-versa. Começou com um vídeo convocando as pessoas para mandar seus estereótipos para ela. Desde então vem sistematicamente publicando vídeos sobre os mais diversos temas, como por exemplo, as mulheres árabes e a relação entre islamismo, os árabes e o terrorismo.

No vídeo abaixo ela etá no Google Zeitgest 2008, falando sobre sua experiência como vlogger, e chamando todos para colaborarem para que a internet seja usada como ferramenta para que as diferentes cultura se conheçam e se respeitem. “Existe um mundo incrível lá fora que não podemos apreciar presos a estereótipos”.

O discurso dela é muito forte quando ela diz que existe uma ânsia e uma urgência por diálogo no mundo hoje. E nada mais óbvio e eficiente do que pensar na internet como a ferramenta de diálogo - de um diálogo horizontal entre cidadãos comuns, e não de diálogos institucionais e políticos entre “nações”.

“Eu percebi que se eu conseguisse passar minhas ideias para o mundo online eu poderia atingir massas, e poderia atingir uma parte da população que normalmente não atinjo, que são os jovens, que não se informam através dos meios tradicionais de comunicação

E eu acredito que são os jovens que podem ser os agentes da mudança. Eles são a força de trabalho que podem fazer essa mudança mental que precisamos quando queremos quebrar os estereótipos…”

E para isso, não existe melhor linguagem do que o vídeo: “eu posso falar horas sobre as mulheres árabes, mas não é a mesma coisa do que ver as professoras, ministras, taxistas, etc.. falando por elas mesmo. Faz você rever seus preconceitos”

Gostei.

Leo,,



por Leo Germani

MTV insulta sua audiência

18 05 2008

“Você é um ladrão como qualquer outro se escuta música baixada ilegalmente!”.

Que beleza, hein MTV. Assim me dá muita vontade de assistir.

via Remixtures

Leo,,



por Pedro Bayeux

crumb

18 05 2008



por Leo Germani

Perdi o remoto do meu controle! Acorda!

2 05 2008

Mandei esse e-mail para a produção do filme “Anjos do Sol” - que por sinal é excelente.

“Aluguei esse filme que há tempos queria ver.

Na época em que saiu no cinema morava em uma cidade que não tem nenhuma sala.

Quando coloco o DVD pra tocar, sou obrigado a assistir ao anúncio de uma pousada em Paraty e não consigo pular o trailer.

Paro o filme e o retorno a locadora sem pagar.

Já me basta quando me fazem de otário no cinema, onde mesmo pagando um ingresso caríssimo sou obrigado a ser bombardeado com propagandas em uma tela gigante e um sistema de som potente.

Mas na minha casa não! É o cúmulo.

Vcs percebem a estupidez que é isso?

Como podem reclamar de partilha de filmes na internet?? Na locadora (ou se comprasse o filme) sou feito de otário, ao passo que em comunidades de partilha, onde as pessoas estão realmente interessadas no filme, o encontro em boa qualidade, com links interessantes, legendas e etc.. todo um conjunto de esforços para que eu possa assistir ao filme da melhor forma possível. Enquanto que a maneira “correta” e “oficial” me trata como um imbecil que não vai se importar nem de perder as rédeas do próprio controle remoto.

E digo mais. Filmes nacionais como esse, produzidos com dinheiro público, deveriam estar todos disponíveis online - e não sendo aprisionados em leis e direitos que beneficiam distribuidoras gringas.

Quem ganha quando se falseia essa escassez!? Com certeza não ganha as pessoas que mais batalharam para produzir esse filme e espalhar essa realidade. Duvido também que ganhem quem trabalhou pesado em sua produção. Aposto que ganham atravessadores.

Não percebem que basta sair das capitais e achará a maioria das cidades sem cinemas? E as que tem cinemas nunca passaram esse filme! E muitas não têm nem locadoras… Essas pessoas, então, não podem/devem ver esse filme?

Elas não tem cinema, locadora, mas tem internet.

Porra.

Leo,,”

ps - pra quem ficou curioso:

link pro download: http://www.makingoff.org/forum/index.php?showtopic=853&hl=anjos
link oficial: http://www.anjosdosol.com.br/home.html



por Pedro Bayeux

Music Academy

28 04 2008

Mini-documentário feito na info session do Red Bull Music Academy, em São Paulo.

Catatau, do cidadão instigado, e o sofá-cenário. Tatá Aeroplano, do jumbo elektro, Apollo 9 e a geladeira kitsch. Maurício Fleury, do Montage e Frame Circus, Alexandre matias, do trabalho sujo

Full Version abaixo: 6′28”

câmeras: pedro bayeux e flávio soares. edição: pedro bayeux




por Pedro Bayeux

declare independance

26 04 2008

canção pra acordar.



por Pedro Bayeux

Canción desesperada

10 04 2008

< — vejam os frames com a música ligada!

tango7.jpg
frames_tango2.gif
tangorasta.gif
frames_tango22.gif
tango_sanfona.gif
tango_todos.gif
Orchesta Fernandez Fierro, da Argentina.
Frames: pedro bayeux



por Leo Germani

Verdadeiro Capitão Nascimento?

7 04 2008

Notícias de uma Guerra Particular é um puta documentário. Quem ainda não assistiu. Assista.

Depois do fenômeno Tropa de Elite, foi interessante perceber um link entre os dois filmes. Rodrigo Pimentel era capitão do BOPE e um dos entrevistados de “Noticias…”. Algum tempo depois saiu da polícia e começou a namorar com o cinema. Participou também de “ônibus 174″ antes de ser um dos roteiristas de Tropa de Elite.

Abaixo a íntegra da entrevista dele gravada para o Noticias de uma Guerra Particular, em maio de 1997.



por Leo Germani

Documentários Grátis com Legendas

26 03 2008

Dica rápida do blog Central DOC, que traz vários documentários com legendas em português.

Leo,,



por Leo Germani

As capas animadas do iTunes trazem de volta a aura do álbum

25 03 2008

Só queria fazer um breve comentário sobre essa nova característica do itunes, que permite que vc navegue nas suas músicas como quem folheia as páginas de uma revista.

A primeira vez que vi isso foi numa apresentação do iPhone. Acho que todo mundo ficou muito impressionado quando viu isso, principalemente pela gestualidade que o iPhone proporcionava.

Mas o que quero comentar aqui é algo muito concreto. De uns tempos pra cá, pelo menos meia dúzia de amigos meus me mostraram orgulhosos sua coleção de álbuns, exibindo todas as capas deslizando elegantemente pra lá e pra cá. Um deles gastou meses para conseguir organizar sua coleção e achar todas as capas que não tinha.

Não são mais pastas e arquivos gravados em um HD dentro do computador. São álbuns! E carregam (quase) tudo o que os ábluns têm: uma associação histórica entre as músicas, uma arte gráfica, um contexto…

Desde os tempos do LP que os álbuns são objetos muito valiosos para os fãs de música. Com a revolução do mp3 e dos mp3 players, muita gente ficou assustada com a possibilidade de o álbum desaparecer. Dando lugar a uma infinidade de faixas que poderiam ser organizadas conforme o gosto de qualquer um - e apenas isso.

É natural ver como, apesar da dispersão da internet, informação organizada e contextualizada como os álbuns tenham crescente valor. Basta perceber o crescimento dos downloads de música a partir de blogs que disponibizam álbuns completos. Na rotina de muitas pessoas, inclusive da minha, esses downloads de música via web superaram o p2p.

Sou bastante crítico em relação ao fetiche vazio e desinformado que muitas pessoas tem em relação a um Macintosh, por isso algumas pessoas podem estranhar um post meu louvando mais uma coisa bonitinha que a Apple faz. Mas não se trata disso. Se trata de um estilo de interface, que logo vai ser aprimorado e aperfeiçoado por todo mundo. E o que mais me interessa é a mudança que isso traz pro comportamento das pessoas.

Particularmente eu me sinto um pouco aliviado. Fico aqui olhando pra minha prateleira cheia de CDs praticamente intocados há tempos, acumulando poeira e fico angustiado: “o que fazer com eles? já que tenho todas as músicas no computador…”. E ainda assim compro mais CDS sempre que vou a um show de uma banda que gosto.

Então, como dizia, me sinto aliviado, pois vejo que uma coisa não exclui mais a outra. O fato de eu só ouvir músicas no computador não acaba com minha relação afetiva com os álbuns. Eu quase que ainda posso pegá-los! Não acaba também com o impacto visual que uma coleção grande de álbuns tem e a possibilidade de “folheá-los” um a um, como se faz com uma prateleira de LPs, pinçando álbum por álbum, vendo sua capa, puxando um ou outro para ver o verso… É a volta do gesto. Tudo isso é muito bom.

Longa vida ao álbum.

Leo,,