No último dia 26 de agosto a Eletrocooperativa e o The Hub se juntaram para discutir o futuro do trabalho. Em um espaço de trabalho bem pouco convencional, a Eletrocooperativa propôs uma maneira bem diferente de se promover um debate: Alguns músicos levavam uma base instrumental e o microfone ficava aberto para a intervenção de todos.
No meio das discussões, surgiam estrofes e refrões de músicas que nasciam e morriam ali mesmo, reverberando os argumentos e conclusões que iam surgindo na roda.
Veja um panorama do espaço e da roda de discussão:
Alguns trechos de discussão:
Neste trecho, o participante levanta a questão que a eletrocooperativa está trabalhando no momento, da sevirologia fiscal, chamando a atenção para o fato de que mais da metade dos impostos so país são pagos pelas pessoas que recebem até 2 salários mínimos.
Durante o ato público na Assembleia Legislativa de São Paulo contra o projeto de lei de cibercrimes do senador Azeredo,dezenas de pessoas ficaram de fora porque não havia onde estacionar as bicicletas. A lei brasileira prevê que todo o estabelecimento público deve possuir estacionamento para bicicletas… veja a funcionária da assembleia tentando convencer os policiais a deixar os ciclistas entrarem para participar do ato
Assisti o debate que rolou na MTV com o títutlo: “É crime baixar músicas e filmes?”. O debate foi tenso, com muita carga emotiva na fala do pessoal que defendia a cultura livre, Sergio Amadeu e Marcelo Branco, e muita ironia no pessoal da indústria. Lobão surpreendeu como péssimo mediador, tomando as dores e se tornando um quarto elemento da ‘turma do deixa-disso, a indústria é legal’.
O debate pode ser assistido aqui.
Apesar das ótimas e viscerais intervenções de Sergio e Marcelo, queria puxar aqui alguns pontos que considero essenciais e que ficaram de fora do debate. Acho que são importantes para organizarmos a ideia quando formos entrar numa conversa dessas:
1. Diferenciar pirataria física de download: Em nenhum momento no debate foi pontuada a diferença entre o pirata que cria uma máfia para duplicar CDs e DVDs e vendê-los pela rua da pessoa que faz downloads para uso pessoal. Estavam todos no mesmo balaio durante a discussão. Apesar da divisão ser senso comum para muitos, acho que isso deve ser sempre pontuado explicitamente. (essa confusão acontece logo no início do debate, quando Sergio dá o exemplo das fias k-7 e Lobão o interrompe dizendo que antes a fita k-7 não tinha valor de venda como tem os CDs piratas hoje…. Sergio se referia a fita pra uso pessoal, Lobão fala do comercio…)
2. O download dá acesso a quem não tem acesso: O debate aconteceu em São Paulo, cheio de pessoas que moram em grandes centros urbanos, têm acesso a bons cinemas, boas lojas de discos, banda larga e etc. Nesses debates temos que nos lembrar dos maiores beneficiados pelo acesso ilimitado a cultura.
Vamos tomar por exemplo a cidade de Santarém, no Pará. Com mais de 400 mil habitantes, é o principal centro urbano do Oeste do Pará e da região do Tapajós. Lá não há nenhuma sala de cinema, e as locadoras e lojas de discos não contam com um catálogo muito extenso. A internet dá a possibiilidade a população dessa cidade, e de milhares de outras, de terem acesso a cultura de igual para igual aos grandes centros. A pergunta que deve ser feita aos representantes da indústria é: “Você acredita que as pessoas que moram nessas cidades (que são maiorira no país) não devem ter acesso a todos esses bens culturais apesar de terem a possibilidade?”. E note que essas pessoas não causam prejuízo a indústria, já que, mesmo que elas quisessem, não tem como consumir esses conteúdos!
E as pessoas que vivem nas cidades e comunidades há 3, 6, 12 horas de barco de Santarém? Também devem abdicar da possibilidade de se integrar ao mundo? “O senhor, representante da indústria, realmente acredita que o melhor a ser feito é excluir todas essas pessoas? Estamos falando da maior parte do território nacional.”
E eu? que moro em São Paulo, mas nunca teria acesso a filmes chineses, turcos, holandeses ou croatas e posso ter. Também devo vendar meus olhos? E ao acervo de filmes e músicas históricas, da década de 50, 60, que não teria outra oportunidade de ver a não ser pela internet. Devo fechar meus olhos e assistir Tela Quente?
Se não trouxermos essas questões a tona, parece que tudo o que queremos é poder assistir Lost ao mesmo tempo que os americanos…
3. Não há comprovação de prejuízos a indústria decorrentes do download, ao contrário, há estudos que mostram que ele é benéfico: Mais de um estudo já foi publicando trazendo números que mostram que o compartilhamento de arquivos de músicas e filme befeficia a indústria, uma vez que a maior parte das pessoas que fazem o download já não comprariam o produto de qualquer maneira. Além disso, muitas pessoas compram o CD ou o filme depois de terem tomado contato com um novo artista através do download.
Isso é essencial pois relativiza o que é colocado como uma premissa: ‘O download gera prejuízo’.
4. Cadê os músicos? Acredito que, como falamos tanto a respeito da eliminação do intermediário, não podemos mais fazer debates desse gênero sem a participação do artista: do músico, do escritor, do diretor, etc. Começa a ficar estranho executivos, advogados, intelectuais e ativistas se debatendo para defender o interesse de alguém que não está ali.
Leo,,
Xondaro from pedro bayeux on Vimeo
Minidoc apresentando a figura de Verá Popyguá, cerca de 80 anos, um dos últimos Xondaros (guardião espiritual e físico de aldeias Guarani).
Edição e imagens: Pedro Bayeux
Tradução: Cacique Verá Mirim
Trilha: Phillip Glass
English version:
(valeu ff pela revisão na tradução)
Xondaro, english subtitles from pedro bayeux on Vimeo.
Vinheta feita para o Redbull Music Academy na Casa de Criadores
Vinheta Red Bull Music Academy / Casa de Criadores from pedro bayeux on Vimeo.
Com as bandas: O Jardim das Horas, 2 Coins and a Bombshell, Firefriend, Maurício Fleury, Gabi Almeida e G.I. Joey.
Vídeo, Direção, Produção, Edição, Animação: Pedro Bayeux
Fotógrafos: Rodrigo Ribeiro e Serguei Dias
Assistente de fotografia: Dani Spadotto
Ilustrações: Alex Senna
Para alguns, a música é uma propriedade como outra qualquer, para outros, esse tema é o enfrentamento do século 21. “Eu não sou televisão”, grita Tom Zé no Festival Recbeat, em Recife – coreografias ditam o ritmo no carnaval pernambuco, enquanto parte da indústria do entretenimento segue se estranhando com a cultura independente.
Entrevistas com Gloria Braga, do ECAD, Sérgio Amadeu, sociólogo, pessoal do espaço cubo, de cuiabá – shows e depoimentos de macaco bong, instituto, erasto vasconcelos, vanguart, montage, bonde do rolê, zefirina bomba, joão do pife, digital groove…
Direção, edição, câmera: Pedro Bayeux
Continuação de Recbeat e o Hipertexto.
Para download, aqui (formato m4v – bom pra ipod) e aqui (mp4)
Para ver agora, player abaixo:
No you tube:
Parte 1/3:
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Experimento com cenas do amanhecer na aldeia Guarani em Bertioga, SP, mixadas com fragmentos de Man Ray, Duchamp e de The Adventures of Prince Achmed*. Música de Phillip Glass na trilha.
Aldeia Guarani from pedro bayeux on Vimeo.
*(German: Die Abenteuer des Prinzen Achmed) (Arabic: مغامرات الامير احمد) is a 1926 feature-length animated film by the German animator Lotte Reiniger. It is the oldest surviving animated feature film (two earlier ones were made in Argentina by Quirino Cristiani, but they are considered lost[1]), and it featured a silhouette animation technique Reiniger had invented which involved manipulated cutouts made from cardboard and thin sheets of lead under a camera. The technique she used for the camera is similar to Wayang shadow puppets (though it is important to note that hers were animated frame by frame, not manipulated in live action).