Ambrósio

7 06 2007

Outra metáfora possível para as alternativas de distribuição/produção cultural: Ambrósio, agricultor e poeta, outro maranhense que veio para o mato grosso atrás do “problema” garimpo de ouro, conta os empecilhos que tem com os intermediários, os “picaretas” (as “gravadoras, agências…”?): “existe atravessador porque falta organização - eles buscam um grupo debandado”

Antes de chegar ao norte do mato grosso, nos tempos de governo Collor, ambrósio se aventurou na serra pelada, “era um dos garimpeiros mais ‘azarão’ da época”. Desiludido, se voltou para a agricultura familiar: “a única saída pra quem não tinha profissão era procurar o último recurso, a terra prometida“.


“existe uma monocultura muito grande, sou do município com maior número de fazendas de gado

capturado no kino, editado no cinelerra, ubuntu, linux.



código-aberto

6 06 2007

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O fotógrafo Eustáquio Neves nasceu em juatuba, pequena cidade mineira - nesse trecho ele faz uma analogia dos códigos de vivência em comunidades, como um galho na encruzilhada, deixado para apontar o caminho certo, e os conceitos do software livre. “quando eu morava lá…”


cc-license-buttons.jpg capturado no kino, editado no cinelerra, ubuntu, linux



“patrimônio cultural é o escambau”

30 05 2007

Zumbi, articulador da cena hip-hop em diamantina, minas gerais:

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zumbi e eustáquio

“A essência do meu trabalho é ser escutador de histórias, inventor de imagens”

Eustáquio Neves, fotógrafo mineiro que dá oficinas de documentário no Ponto de Cultura de Diamantina (está prestes a fazer um vídeo sobre caçadores de onças). Ele, que já participou da Bienal de Havana, fez ensaios como a série “Arturos”, sobre descendentes de um quilombo - e “Boa aparência”, a respeito de anúncios de emprego que exigem boa aparência (forma velada de excluir negros).
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acima, duas fotos de eustáquio.

vídeo capturado no kino, editado no cinelerra, ubuntu, linux.



lucas do rio verde, mt - cultura digital e agrofloresta

30 05 2007

Uma cidade de 18 anos no meio do mato grosso com mais de 65% de sulistas. Monocultura, Blairo Maggi e estátua de porco. Poodle fantasma e escolas públicas com piscina. O Lucas, que morava no rio verde, repousa em algum canto de goiás, diz a lenda.

Aqui, no Ponto de Cultura, que fica no Sindicato dos Trabalhadores Rurais, há um encontro entre vários produtores do campo. Acabo de ver um vídeo feito por eles com uma frase que serve de metáfora para o contexto digital: a cena é numa periferia, perto da floresta amazônica - talvez num subúrbio causado pelo gado, talvez pela soja - e o narrador diz: “com o agroflorestamento, as pessoas deixam de ser consumidoras e tornam-se produtoras”. A punheta dos tempos da faculdade, onde requisitava-se paul virilio, baudrillard e levy para discernir o virtual e o real tem aqui sua analogia clara.

O agroflorestamento é uma forma de combate à monocultura, real, palpável - o software livre (opção ao maior monópolio da computação) pode ser comparado a este processo de renovação do solo deteriorado, em que pequenos agricultores estão cultivando de forma colaborativa, plantando em pequenos espaços diversas sementes distintas, criando diversidade em uma vizinhança onde as emas se perdem no meio de tanto milho - fora a soberba da soja e do gado na região.

Ontem gravamos três músicas de Maria Maia, maranhense que veio para cá atrás do garimpo do ouro, na Era Collor. Não deu certo. Foi assentada no norte do estado, quase no Pará. Breve coloco a entrevista online.
Agora vejo ela em frente ao computador, pedindo ajuda.
- maria, o que procura?
- minha mãe, que desapareceu em 1961
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Ano passado estive em Barra do Garças, no Mato Grosso também, quase divisa com Goiás:

Abaixo, Augusto Pereira, gestor do Ponto em Lucas do Rio Verde: “… a realidade dos assentamentos do norte do Mato Grosso, uma região já de floresta amazônica…”

“… existe uma rádio comunitária que funciona a diesel…”

“tudo ao mesmo tempo: a eletricidade e a internet chegam juntas… eles querem usar a internet como fiscalização, como instrumento para denúncia…”

editado no cinelerra, ubuntu.



senzala na serra do cipó, mg

30 05 2007

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Acima, fotos de uma senzala na serra do cipó, em minas, cidade próxima à BH. Vinícius, articulador da região, pleiteia o espaço para hospedar o Ponto de Cultura local. Breve entrevista com ele e com os herdeiros das casas…



tainã, campinas-sp

15 05 2007

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matéria em construção (…)
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O Caudalonga

11 05 2007

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Fórum Internacional do Software Livre 8.0, abril de 2007.
quem ganha? o show ou o businesssss?

“A cauda longa” é um best-seller internacional (pejorativo ou glória?), que “analisa as alterações no comportamento dos consumidores e do próprio mercado, a partir da convergência digital e da Internet. Trata-se da teorização de um fenômeno já existente e em virtuosa ascensão na indústria do entretenimento, que tem gerado um movimento migratório da cultura de hits para a cultura de nichos, a partir de um novo modelo de distribuição de conteúdo e oferta de produtos” (…)

O que isso tem a ver com o FISL? Bom, desde que o Gil apareceu por lá para lançar o Creative Commons no Brasil o FISL tem cada vez mais um caráter cultural. E qual é a cultura do FISL? É uma Cultura de nichos? Segundo o pessoal da FGV é a ascenção do “Open Business” - negócio que visa a obtenção do lucro por outros meios que não a propriedade intelectual.

Legal. Logo nos vem a cabeça a idéia de diversidade, de multiplicidade de produtores. Mas não foi exatamente isso que vimos. Lá parecia nascer uma nova leva de celebridades. As celebridades do Open Business ou, por que não dizer, o Open Show Business!

Estaria a indústria se adaptando as mudanças tecnológias e pronta para abocanhar todos esses novos nichos de mercado? Ou estaria se criando simplesmente mais um movimento com um belo apelo de marketing apoiado no conceito de cultura livre?

Cunhamos o termo Open Show Business após uma abertura contrangedora do show realizado pelo Festival “Criei, Tive Como”, onde a anfitriã apresentava os artistas que iam se apresentar como “músicos do Open Business”.

Mombojó é uma banda Open Business?
“mombojó, uma banda de open business”

acima, marcelo campello, do mombojó, reflete sobre o rótulo recebido. depois, abaixo, pergunta para felipe machado, do Cultura Digital de Recife, que raio é isso de open business:
“mombojó faria trilha de novela?”
finalzinho do show…

foto-djset02.JPGUma figura que também se destca no mundo do Open Business é DJ Dolores, desde que lançou uma versão remixada da música Oslodum, do Gil, na Wired.

O fato curioso é que em seu site, ou em qualquer outro lugar, não há nenhum registro de alguma música sua que tenha sido publicada sob uma licença Creative Commons, apesar de ser sempre citado como referência na área de cultura livre.

Mandamos um email tentando trocar uma idéia sobre isso, se de repente essas “músicas livres” dele estariam em algum outro lugar, mas não tivemos resposta.

Será que é esse o papel do DJ moderno? Se apropriar livremente de samples de um monte de gente pra vender sua música?

Nos parece uma relação similar ao exemplo abaixo, no campo do software, onde uma empresa baseia todo seu trabalho em software livre, mas exatamente a cereja do bolo, que é o que ela faz, é fechado. Seria isso parasitismo? O que uma empresa dessas estava fazendo em um evento de Software Livre?

“a parte que os outros fizeram é livre e a parte que vocês fizeram é proprietária? - sim”

“é importante que uma empresa não seja um parasita do software livre”
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acima, josé raia, do banco do brasil, na entrevista (abaixo) em que foi indagado sobre o parasitismo de empresas no “novo mercado de cultura livre”. Pelo menos o discurso está na ponta da língua.

Relações parasitas e oportunistas já foram amplamente discutidas no campo do software livre, como neste artigo. Por parasita entenda-se a pessoa que se aproveita do trabalho colaborativo de outras pessoas para fazer o seu, mas não devolve o seu próprio para que as pessoas possam usá-lo. É a quebra básica do conceito original de copyleft.

Abaixo tivemos um bom papo com phil mayer, videomaker do coldcut, e pedro zaz, artista português, sobre como eles enxergavam isso de fora, principalmente levando em consideração a imagem que a Europa tem do Brasil como uma nação Open Source, em contraposição com o que eles vêem aqui na prática.

“na inglaterra temos outro tipo de software livre”

“o brasil é visto, pelo mundo todo, como uma criança linux”
“há uma coisa mais descarada na inglaterra…”
“o que antigamente era marginal, agora virou moda”

Abaixo entrevista com Matheus Zimerman, da revista O Diluvio, num papo sobre a revista. “Não vejo uma apropriação da Cultura Livre, mas sim do tema da ecologia”. “Espero que um dia se valorize mais as publicações que produzem material livre..”


Por último, não resistimos em buscar na fonte a resposta para a pergunta que não quer calar. “é verdade que o google tem um plano de dominação mundial?”

Algumas entrevistas ainda estão de fora.. destaque para a com um representante do UOL, que estava lá.

ilustração da vinheta: fernando torelly. trilha: hapax, dj gen, projeto nave.
copyleft.jpg = alguns direitos reservados - somente permitido uso comercial por iraquianos.



Imagens da semana

4 05 2007

Algumas fotos das coisas que estão rolando:

Mimosa que está sendo construída no workshop de Open Source na faculdade Aritivisive do IED
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Construção do Preto Velho
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Os limões do Jardin de Volts que o Glerm trouxe pro IED
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O Caudalonga

5 04 2007

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(matéria em construção)
(a idéia é publicar o processo de uma reportagem hipertextoaudiovisual - com entrevistas em vídeo (editadas ou brutas) ou escritas - sobre a avalanche do open show business no fisl e na cultura livre. quando estiver pronta, será clonada para o site estudiolivre.org)

Fórum Internacional do Software Livre 8.0, abril de 2007.
quem ganha? o show ou o businesssss?show_business.gif

“A cauda longa” é um best-seller internacional (pejorativo ou glória?), que “analisa as alterações no comportamento dos consumidores e do próprio mercado, a partir da convergência digital e da Internet. Trata-se da teorização de um fenômeno já existente e em virtuosa ascensão na indústria do entretenimento, que tem gerado um movimento migratório da cultura de hits para a cultura de nichos, a partir de um novo modelo de distribuição de conteúdo e oferta de produtos” (…)
“é verdade que o google tem um plano de dominação mundial?”


“mombojó, uma banda de open business”, comentário da apresentadora dos shows da tv criei tive como.
acima, marcelo campello, do mombojó, reflete sobre o rótulo recebido. depois, abaixo, pergunta para felipe machado, do Cultura Digital de Recife, que raio é isso de open business:
“mombojó faria trilha de novela?”
finalzinho do show…

abaixo, “a parte que os outros fizeram é livre e a parte que vocês fizeram é proprietária? - sim”

“é importante que uma empresa não seja um parasita do software livre”
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acima, josé raia, do banco do brasil, na entrevista (abaixo) em que foi indagado sobre o parasitismo de empresas no “novo mercado de cultura livre”

caderno de informática da Folha de São Paulo: “PSICODELIA - O representante do Ministério da Cultura, Cláudio Prado, foi o político mais colorido do FISL. O produtor, que já trabalhou com Os Mutantes e com o grupo Novos Baianos, usou um terno listrado com tons amarelos e alaranjados na cerimônia de abertura do evento”

PIRATARIA: Microsoft e os piratas: liberou geral

“a pirataria é interessante pra quem?”

RÁDIO: http://estudiolivre.org:8000/capibaribe
“leia o livro universo em desencanto”



BRAZCAST.TV
phil mayer, videomaker do coldcut, e pedro zaz, artista português, no fisl:

“na inglaterra temos outro tipo de software livre”

“o brasil é visto, pelo mundo todo, como uma criança linux”
“há uma coisa mais descarada na inglaterra…”
“o que antigamente era marginal, agora virou moda”

METARECICLAGEM
É natural que esse tema se misture ao de inclusão digital, embora não esteja necessariamente limitado por ele. Uma das principais razões dessa distinção é exatamente por onde começa a mobilização. Enquanto a inclusão digital está mais ligada a políticas governamentais, a metareciclagem já parte do sempre atual “faça você mesmo”. Das Zonas Autônomas Temporárias, às questões da inteligência coletiva, a metafísica das redes P2P-todos-para-todos: Hakim Bey lança para Pierre Lévy que toca e deixa Mcluhan de cara para o gol.
Adicione a esse debate também o movimento do software livre que parece ganhar força no país. A equação pode ser interessante. Computadores reutilizados + software livre + coletivos organizados e movimentos sociais = ? (…)

acima, Felipe Fonseca, do Metareciclagem. abaixo, gama, de santarém entrevista ettienne delacroix, belga que faz hardware art.

ilustração da vinheta: fernando torelly. trilha: hapax, dj gen, projeto nave.
copyleft.jpg = alguns direitos reservados - somente permitido uso comercial por iraquianos.

WIRED, “Dá pra confiar na imprensa de tecnologia?“.
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(”… a microsoft faz dossiês sobre repórteres - e um deles, veja só, vazou …”)

“muita gente bonita passando pelo tapete vermelho do hall da fama, difundindo o processo colaborativo de transformação social e apropriação comercial das ferramentas de comunicação. o show não pode acabar, o business não pode parar, o software não pode travar e o dinheiro não pode faltar”, cris scabello, estúdio livre.org.

ESTÚDIO LIVRE: guerrilha digital.:::



manaus, última parte - minidocumentário

2 03 2007

Vídeo feito no Encontro de Conhecimentos Livres em Manaus, pelo Projeto Cultura Digital.

manaus11.jpg

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archive.org (mpg)

estudiolivre.org (em ogg)

overmundo (torrent)

palafitag1.jpgpalafitag1.jpgpalafitag1.jpg

edição e imagens: pedro bayeux
masterização do som: renato cortez

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