Cibercultura 10 + 10

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(vídeos c/celular: Leo Germani – frames: Pedro Bayeux)

Dez anos depois da primeira edição brasileira do livro ” Cibercultura”, de Pierre Lévy, Cláudio Prado organizou dois dias de debates e oficinas com o autor. Em uma edição do Café filosófico da CPFL Cultura no teatro Guarany, em Santos, reuniram-se Lévy, Gilberto Gil, Laymert Garcia dos Santos (professor da Unicamp, autor de “Politizar as novas tecnologias”), Sergio Amadeu, André Lemos (professor da UFBA) e José Murilo Júnior.

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Gilberto Gil tenta explicar para a imprensa do que se tratava o evento.
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No primeiro dia a conversa foi dividida em duas partes. Pela manhã discutiu-se sobre os 10 anos passados e sobre o entendimento que se tinha sobre a cibercultura quando o livro foi escrito. Lévy contou que o livro foi uma encomenda de uma executiva do Conselho da União Europeia, que queria levar as dicussões que Lévy colocava em suas palestras para os outros membros do conselho. Na época quem dava mais atenção às ideias do autor eram os artistas, músicos, ativistas – e demorou algum tempo até que as pessoas entendessem os potenciais da rede que Lévy levantava.

Na segunda metade, a tarde, discutiu-se um pouco sobre o futuro – os próximos 10 anos. O autor francês discorreu sobre sua tese de uma web semântica, semelhante a ideia de Tim Berners Lee, mas com suas particularidades. No debate, os outros participantes mostraram um certo ceticismo à ideia de Levy de se criar um protocolo universal (e não totalizante) para que as pessoas significassem e dessem sentido à todo o conteúdo da web. De outro lado, também levantaram a questão da exclusão social que ainda assola países como o Brasil e impede que milhares de pessoas participem da revolução digital. “No Brasil, a tecnologia do alfabeto ainda não chegou para milhares de pessoas, e é milenar, então falar que é só uma questão de tempo para que todos tenham acesso rede não me convence”.


Por que o Brasil tem um papel de liderança nas discussões de cultura digital no mundo?


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Claudio: “[citando tese do Laymert] O fato de o Brasil ter trazido as discussões de tecnologia e cultura para dentro das estruturas [governamentais] é o que traz ao Brasil a liderança…”


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Gilberto Gil: “Brasil é a civilização da remixagem”

Bem Gil, Claudio, Cris e Decio se preparando para a oficina do segundo dia.
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No segundo dia do evento a proposta era bem aberta. Uma oficina/show/conversa com Gilberto Gil, onde ele relembraria todas as suas músicas que trataram de alguma maneira do tema da cibercultura. Enquanto isso, as pessoas poderiam gravar e remixar o áudio e vídeo do que estava rolando. Cláudio foi conduzindo uma especie de entrevista e Gil foi contanto historias e cantando algumas músicas. Nos vídeos ao lado um pouco do que rolou.

Cris Scabello executa música com remix de trechos das falas do debate
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Giberto Gil canta e comenta Cérebro Eletronico.
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Gilberto Gil conta como conheceu os Mutantes e como foi a preparação para a apresentação de “Domingo no Parque”
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Gilberto Gil canta e comenta Futurível
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2 comentários


  • 21/10/09
    Caru Schwingel

    Leo e Pedro,

    m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a cobertura, olhar, recorte.

    Parabe’ns.

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