Entrevista

Aqui o link da entrevista que dei ao “blog das ruas”.

Trecho: Notamos que a própria estética dos documentários incorpora a idéia de remix. Também é possível encontrar novas fronteiras estéticas para o audiovisual a partir da internet?

A mecânica de navegação interfere no imaginário, no ritmo, no corte, na leitura, no prazer. Sensações, reflexos e contexto que diferem a estética de vídeos na internet da linguagem de clipe.

Não é apenas o vídeo pronto e embalado para o público, é o processo. O desmembramento. A ramificação online das partes que formam um documentário. O material bruto para remix, por exemplo. As possibilidades estéticas em hipertexto dentro de um vídeo finalizado ainda estão em ebulição…

Mas há uma espécie de pequenas subversões (e liberdade editorial, poética) que objetivam estrutura, hipertexto vídeográfico, jornalístico, etnológico, cibercultural. Eu idealizo sustentar minha atividade nessa premissa, articulando passo a passo, com vários golpes e desilusões no percurso.

A poesia de ir ao cinema não vai ser perdida para quem valoriza conhecimento, ambientação e emoção visceral.

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foto de aoife gilles

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Programa de Ação Cultural - 2008