Zumbi, articulador da cena hip-hop em diamantina, minas gerais:
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zumbi e eustáquio
“A essência do meu trabalho é ser escutador de histórias, inventor de imagens”
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Eustáquio Neves, fotógrafo mineiro que dá oficinas de documentário no Ponto de Cultura de Diamantina (está prestes a fazer um vídeo sobre caçadores de onças). Ele, que já participou da Bienal de Havana, fez ensaios como a série “Arturos”, sobre descendentes de um quilombo – e “Boa aparência”, a respeito de anúncios de emprego que exigem boa aparência (forma velada de excluir negros).


acima, duas fotos de eustáquio.
vídeo capturado no kino, editado no cinelerra, ubuntu, linux.
Uma cidade de 18 anos no meio do mato grosso com mais de 65% de sulistas. Monocultura, Blairo Maggi e estátua de porco. Poodle fantasma e escolas públicas com piscina. O Lucas, que morava no rio verde, repousa em algum canto de goiás, diz a lenda.
Aqui, no Ponto de Cultura, que fica no Sindicato dos Trabalhadores Rurais, há um encontro entre vários produtores do campo. Acabo de ver um vídeo feito por eles com uma frase que serve de metáfora para o contexto digital: a cena é numa periferia, perto da floresta amazônica – talvez num subúrbio causado pelo gado, talvez pela soja – e o narrador diz: “com o agroflorestamento, as pessoas deixam de ser consumidoras e tornam-se produtoras”. A punheta dos tempos da faculdade, onde requisitava-se paul virilio, baudrillard e levy para discernir o virtual e o real tem aqui sua analogia clara.
O agroflorestamento é uma forma de combate à monocultura, real, palpável – o software livre (opção ao maior monópolio da computação) pode ser comparado a este processo de renovação do solo deteriorado, em que pequenos agricultores estão cultivando de forma colaborativa, plantando em pequenos espaços diversas sementes distintas, criando diversidade em uma vizinhança onde as emas se perdem no meio de tanto milho – fora a soberba da soja e do gado na região.
Ontem gravamos três músicas de Maria Maia, maranhense que veio para cá atrás do garimpo do ouro, na Era Collor. Não deu certo. Foi assentada no norte do estado, quase no Pará. Breve coloco a entrevista online.
Agora vejo ela em frente ao computador, pedindo ajuda.
- maria, o que procura?
- minha mãe, que desapareceu em 1961


Ano passado estive em Barra do Garças, no Mato Grosso também, quase divisa com Goiás:
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Abaixo, Augusto Pereira, gestor do Ponto em Lucas do Rio Verde: “… a realidade dos assentamentos do norte do Mato Grosso, uma região já de floresta amazônica…”
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“… existe uma rádio comunitária que funciona a diesel…”Please enable Javascript and Flash to view this Flash video.
“tudo ao mesmo tempo: a eletricidade e a internet chegam juntas… eles querem usar a internet como fiscalização, como instrumento para denúncia…”Please enable Javascript and Flash to view this Flash video.






Acima, fotos de uma senzala na serra do cipó, em minas, cidade próxima à BH. Vinícius, articulador da região, pleiteia o espaço para hospedar o Ponto de Cultura local. Breve entrevista com ele e com os herdeiros das casas…
“Não vejo uma apropriação da Cultura Livre, mas sim do tema da ecologia”. Abaixo entrevista com Matheus Zimerman, da O Diluvio, num papo sobre a revista: “espero que um dia se valorize mais as publicações que produzem material livre.”
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Cena dos primeiros testes com o PONG que estamos fazendo no IED. O jogo será projetado no chão, e os participantes jogarão andando de um lado para o outro com esses capacetes na cabeça.
Fizemos isso integrando PD e Blender via OSC. Logo mais estará tudo documentado no Estudiolivre, mas se você quiser saber, já existe um tutorial de como fazer essa integração.
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Aí tem aquele seriado épico, que conta história da crise da República em Roma, das guerras e da tomada de poder por um diatador… Há 2 mil anos em uma sociedade na qual baseamos muito a nossa.
Depois vem aquele das Estrelas, cheio de naves espaciais, alienígenas e guerra. Fala da crise da república, e da tomada do poder por um ditador…
Tudo sempre com muito sangue.
Po… milhares de anos atrás. Milhares de anos a frente. Será que não temos mais imaginação pra inventar outra coisa? Será que isso é reflexo da falta de criatividade do ser humano, ou simplesmente falta de criatividade de quem escreve esses roteiros.
Hmmm… Acho que é falta de criatividade de quem assiste a tudo isso…
Leo,,
Parabéns galera!
Car@s
É com felicidade que compartilhamos com vocês o prêmio Mensão Honrosa recebido por nosso vídeo “Ocupação Guapira” no 1º Festival de Curtas Metragens de Documentários de Direitos Humanos de São Paulo. À todos que nos apoiaram na criação desse documentário, especialmente ao pessoal do grupo Comunas Urbanas – Mariah Leick, Adriana Veríssimo, etc -, aos amigos e amigas que nos incentivaram com mensagens de boa sorte, aos que foram assistir ao filme no festival e a Kekei por quem soubemos do evento, o nosso Muito Obrigado !
o filme pode ser baixado do site PIREX, de Pedro Bayeux e Leo Germani:
http://www.pirex.com.br/ocupacao-guapira/Os premiados podem ser conferidos no site da Comissão de Direitos Humanos:
http://portal.prefeitura.sp.gov.br/cidadania/cmdh/0060bjs.
Rafael Adaime
Fabiane Borges
Felipe Ribeiro
(texto pessimista inspirado no otimismo em http://diversidadedigital.blogspot.com/)
Existe um grande mal entendido nos recorrentes discursos sobre descentralização atualmente. Existe também uma idéia errada da noção de liberdade atribuída aos movimentos de “cultura livre” e “software livre”. As novas tecnologias, a “libertação” do conhecimento e a descentralização dos processos não trazem praticidade, agilidade, conforto, segurança, felicidade, harmonia e bem-estar para nosso dia a dia. Ao contrário, o que fazem é apenas nos dar mais responsabilidades e, por que não dizer, trabalho.
Tomemos o exemplo do nosso lixo. Uma das coisas que nossa sociedade mais produz, acredito que a frente de armamentos e seriados de TV, é lixo. Todos nós, moradores de cidades, jogamos restos de comida, embalagens e papel higiênico diariamente em sacos plásticos que são recolhidos pelo serviço de coleta municipal. Todo esse lixo é centralizado em um grande aterro e varrido para baixo de um imenso tapete radioativo.
De uns tempos para cá a reciclagem se tornou cada vez mais urgente. Entraram na moda os três eRRes (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), e cada vez mais pessoas vão tomando consciência da necessidade dessa atitude. Em alguns lugares a prefeitura implantou sistemas de coleta de lixo reciclável. A reciclagem se tornou também fonte de renda para coperativas que se formaram para trabalhar com coleta e reciclagem de lixo. Olha que beleza: “A reciclagem além de proteger o meio ambiente ainda gera empregos…” Muita gente que pensa assim provavelmente não recicla seu próprio lixo. Por quê? Porque dá trabalho.
O movimento de descentralização na coleta e tratamento do lixo – também conhecido como reciclagem – requer um pré-trabalho descentralizado que a maioria das pessoas não faz: é preciso lavar aquele pote engordurado de margarina que acabou, aquele saquinho com restos de sangue de bife, a caixa de leite, etc… É preciso se informar sobre que tipos de materiais são realmente recicláveis ou não e, mais do que isso, é preciso evitar o consumo de materiais não recicláveis: pedir pro cara da padaria não colocar o queijo naquele isoporzinho, levar a própria sacola para o supermercado e dar preferência de compra para produtos sem muitas embalagens ou com embalagens recicláveis.
Todas essas ações não trazem a ninguém mais praticidade e conforto, mas trazem mais responsabilidades. A responsabilidade pelo lixo que você gera é seu agora, não é mais da empresa, da prefeitura ou do Bush, que leva a culpa de tudo. Claro que tudo isso tem o intuito de construir uma sociedade melhor que pode garantir para seus filhos mais conforto e praticidade, mas, pelo menos por agora, isso só lhe traz mais dor de cabeça.
No ciberespaço
Vamos dar um pulo dos lixões ao ciberespaço. A natureza desse espaço “virtual” é ser descentralizado. Nele, qualquer pessoa pode publicar informações e a linha que separa “emissores” e “audiência” se torna cada vez mais borrada e confusa.
Com todo mundo produzindo e publicando, a internet se torna um espaço caótico cheio de tantas coisas que pode até ficar difícil de você achar o que quer. Isso dá calafrios e tira o sono dos mais tradicionais: como achar o que eu quero? Como posso confiar nas informações que eu acho? É tanta coisa que mais atrapalha do que ajuda… Essa internet é cheia de lixo. Lixo, de novo. E isso é verdade, se levarmos em consideração que o que é lixo para uns, é ouro para outros, já que estamos falando agora de cultura e conhecimento, e não de papel higiênico.
A solução para a classificação e busca de conteúdo na internet mais interessante que surgiu foi a taxonomia emergente, ou folksonomy, comumente conhecida das pessoas pelas “tags”. Nesse modelo de classificação descentralizada, todo mundo classifica todo e qualquer conteúdo que quiser. Um texto será conhecido (e encontrado) por ser relacionado a “manutenção de motocicletas” a medida em que muitas pessoas o classificarem dessa maneira.
De novo voltamos a responsabilidade descentralizada. O ideal desse modelo de classificação é chegarmos a ter as informações todas classificadas de uma maneira muito mais inteligente, dinâmica e intuitiva, mas, para isso, é preciso que todos se responsabilizem em classificar as coisas que vêem por aí. E isso dá trabalho.
Tomemos como exemplo o site Del.icio.us, que agrega os sites “favoritos” de muita gente. Usando a ferramenta desse site, qualquer pessoa pode sair classificando as páginas que encontra por aí e que acha interessante. Assim, quando for fazer uma busca por “manutenção de motocicletas”, ao invés de buscar no google, que trará resultados baseados em contas matemáticas de um robô, pesquisará nos “Favoritos” de muita gente e encontrará o que pessoas viram, leram, gostaram e classificaram como tendo a ver com “manutenção de motocicletas”.
Mas isso dá trabalho, e algumas buscas nesse site acabam mostrando que quem o usa são apenas os aficcionados por tecnologia, e que iniciativas descentralizadas desse tipo estão muito longe de ter proporções significativas. O mesmo acontece com a wikipedia, com poucos contribuidores em comparação ao número de leitores. Já o YouTube, onde os usuários não têm responsabilidade nenhuma, tem grande participação.
E por onde seguir? Qual internet será que queremos? Um espaço onde a interação se resuma a fazer compras sem sair de casa e ter uma rádio personalizada com o seu nome, onde consumo serviços (geralmente gratuitos) ou um espaço realmente construído colaborativamente? Queremos dividir tarefas, construir e manter a pracinha da nossa rua ou preferimos fazer uma vaquinha e contratar uma empresa que cuide disso, e ponha grama sintética, que dá menos manutenção? Assim não preciso me dar ao trabalho de ter que me relacinoar com um monte de gente diferente de mim (colaborar), e, se bobear, ainda sai mais barato.
Se liguem, não queremos ir pelo caminho mais fácil. E nem é o caminho natural. É preciso romper. É preciso trabalhar.
Leo,,


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matéria em construção (…)



“A cauda longa” é um best-seller internacional (pejorativo ou glória?), que “analisa as alterações no comportamento dos consumidores e do próprio mercado, a partir da convergência digital e da Internet. Trata-se da teorização de um fenômeno já existente e em virtuosa ascensão na indústria do entretenimento, que tem gerado um movimento migratório da cultura de hits para a cultura de nichos, a partir de um novo modelo de distribuição de conteúdo e oferta de produtos” (…)
O que isso tem a ver com o FISL? Bom, desde que o Gil apareceu por lá para lançar o Creative Commons no Brasil o FISL tem cada vez mais um caráter cultural. E qual é a cultura do FISL? É uma Cultura de nichos? Segundo o pessoal da FGV é a ascenção do “Open Business” – negócio que visa a obtenção do lucro por outros meios que não a propriedade intelectual.
Legal. Logo nos vem a cabeça a idéia de diversidade, de multiplicidade de produtores. Mas não foi exatamente isso que vimos. Lá parecia nascer uma nova leva de celebridades. As celebridades do Open Business ou, por que não dizer, o Open Show Business!
Estaria a indústria se adaptando as mudanças tecnológias e pronta para abocanhar todos esses novos nichos de mercado? Ou estaria se criando simplesmente mais um movimento com um belo apelo de marketing apoiado no conceito de cultura livre?
Cunhamos o termo Open Show Business após uma abertura contrangedora do show realizado pelo Festival “Criei, Tive Como”, onde a anfitriã apresentava os artistas que iam se apresentar como “músicos do Open Business”.
Mombojó é uma banda Open Business?
“mombojó, uma banda de open business”
Please enable Javascript and Flash to view this Flash video.acima, marcelo campello, do mombojó, reflete sobre o rótulo recebido. depois, abaixo, pergunta para felipe machado, do Cultura Digital de Recife, que raio é isso de open business: Please enable Javascript and Flash to view this Flash video.“mombojó faria trilha de novela?”Please enable Javascript and Flash to view this Flash video.finalzinho do show…Please enable Javascript and Flash to view this Flash video.
Uma figura que também se destca no mundo do Open Business é DJ Dolores, desde que lançou uma versão remixada da música Oslodum, do Gil, na Wired.
O fato curioso é que em seu site, ou em qualquer outro lugar, não há nenhum registro de alguma música sua que tenha sido publicada sob uma licença Creative Commons, apesar de ser sempre citado como referência na área de cultura livre.
Mandamos um email tentando trocar uma idéia sobre isso, se de repente essas “músicas livres” dele estariam em algum outro lugar, mas não tivemos resposta.
Será que é esse o papel do DJ moderno? Se apropriar livremente de samples de um monte de gente pra vender sua música?
Nos parece uma relação similar ao exemplo abaixo, no campo do software, onde uma empresa baseia todo seu trabalho em software livre, mas exatamente a cereja do bolo, que é o que ela faz, é fechado. Seria isso parasitismo? O que uma empresa dessas estava fazendo em um evento de Software Livre?
“a parte que os outros fizeram é livre e a parte que vocês fizeram é proprietária? – sim”Please enable Javascript and Flash to view this Flash video.
“é importante que uma empresa não seja um parasita do software livre”

acima, josé raia, do banco do brasil, na entrevista (abaixo) em que foi indagado sobre o parasitismo de empresas no “novo mercado de cultura livre”. Pelo menos o discurso está na ponta da língua.
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Relações parasitas e oportunistas já foram amplamente discutidas no campo do software livre, como neste artigo. Por parasita entenda-se a pessoa que se aproveita do trabalho colaborativo de outras pessoas para fazer o seu, mas não devolve o seu próprio para que as pessoas possam usá-lo. É a quebra básica do conceito original de copyleft.
Abaixo tivemos um bom papo com phil mayer, videomaker do coldcut, e pedro zaz, artista português, sobre como eles enxergavam isso de fora, principalmente levando em consideração a imagem que a Europa tem do Brasil como uma nação Open Source, em contraposição com o que eles vêem aqui na prática.
“na inglaterra temos outro tipo de software livre”Please enable Javascript and Flash to view this Flash video.“o brasil é visto, pelo mundo todo, como uma criança linux”Please enable Javascript and Flash to view this Flash video.“há uma coisa mais descarada na inglaterra…”Please enable Javascript and Flash to view this Flash video.“o que antigamente era marginal, agora virou moda”Please enable Javascript and Flash to view this Flash video.
Abaixo entrevista com Matheus Zimerman, da revista O Diluvio, num papo sobre a revista. “Não vejo uma apropriação da Cultura Livre, mas sim do tema da ecologia”. “Espero que um dia se valorize mais as publicações que produzem material livre..”
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Por último, não resistimos em buscar na fonte a resposta para a pergunta que não quer calar. “é verdade que o google tem um plano de dominação mundial?”Please enable Javascript and Flash to view this Flash video.
Algumas entrevistas ainda estão de fora.. destaque para a com um representante do UOL, que estava lá.
ilustração da vinheta: fernando torelly. trilha: hapax, dj gen, projeto nave.
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